MUITO ALÉM DA MÚSICA

Em 2017 completa meio século que o mundo perdeu um dos maiores gênios do jazz, John Coltrane. Mas pra ele era muito mais do que jazz. Era arte. Era uma busca constante de superação e elevação. Era um contato com Deus. (!)

Pesquisando sobre o tema encontrei um podcast que fala sobre essa visão ampla que ele tinha do que considerava sua missão de vida. É um podcast do NEXO JORNAL, que fez uma abordagem muito completa e competente, citando pontos importantes e convidando músicos brasileiros para dar depoimentos.

Vou compartilhar aqui o link original do podcast. É só clicar no PLAY, vale a pena ouvir! E mais abaixo vou inserir um disco que é citado no fim do podcast, o disco que o Coltrane fez em parceria com o cantor Johnny Hartman. Um disco para acalmar o coração. eheheh 🙂

Olha aí o disco com o Hartman:

 

O podcast tem várias outras referências interessantes pra quem quiser começar a desbravar o universo desse grande cara chamado John Coltrane. (pra ouvir outros episódios ou pra assinar o podcast do NEXO, clique aqui)

YAMANDU E PENEZZI

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Nos dias 18 e 19 de novembro tem apresentação duo dos violonistas Yamandu Costa e Alessando Penezzi, no Sesc Pompeia, São Paulo. (ingressos aqui)

Essa é a capa do disco que os dois lançaram juntos este ano, “Quebranto”.

Texto do site do sesc:

O título do CD, “Quebranto”, vem de uma composição de Penezzi, que assim foi batizada por Yamandu. E gerou a ilustração de capa, resultado de uma pesquisa na obra do artista gráfico paulista Stephan Doitschinoff.

Depoimento do Yamandu:

“Esta capa é referente à linguagem latina de forma geral, uma linguagem cigana, mundana, e que tem a ver com o violão que a gente toca. Por isso nós acabamos chegando nesse nome, Quebranto, como se fossem os violões conquistando a mulher na roda de fogo, em um ambiente festivo, zíngaro, gitano”.

E os dois falando um pouco sobre o disco:

Escute o disco no Spotify:

 

ELIS & CARMINHO, BRASIL & PORTUGAL

Um dos discos mais clássicos da música brasileira é o Elis & Tom, lançado em 1974. Um disco idealizado pela Elis Regina, só com músicas compostas pelo Tom Jobim, e gravado pelos dois juntos. (Arranjado e produzido pelo então marido da Elis, Cesar Camargo Mariano) Só de colocar o disco aqui embaixo eu já não precisava falar mais nada.

Mas claro que vou falar alguma coisa rs Em dezembro de 2016 (42 anos depois) a cantora portuguesa Carminho também lançou um disco só com músicas do Tom, chamado Carminho Canta Tom Jobim. (Com participações de Marisa Monte, Maria Bethânia e Chico Buarque)

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Neste disco, algumas músicas do Elis & Tom são revisitadas. E achei interessante alinhar as interpretações da Elis e da Carminho, tipo um eixo Brasil-Portugal (Ou um eixo 1974-2016, Carminho nasceu só em 1984, 10 anos depois da gravação de Elis & Tom!) Fiz uma playlist colocando em sequência as músicas que as duas gravaram:

Pra fechar o post, o clipe da música Estrada do Sol, que Carminho gravou com sua amiga brasileira Marisa Monte.

NA ROÇA, NA CHUVA, NA FAZENDA…

Esse post é pra citar uma música do Dori Caymmi, filho do Dorival Caymmi, chamada Viver na Fazenda. A música tem letra do Paulo César Pinheiro e tem também um significado especial, pois foi feita quando o Dori decidiu se mudar de Los Angeles para a região serrana do estado do Rio de Janeiro.

O motivo foi uma “saudade do mato”, da vida na fazenda, como a música fala.

 

 

 

Esse disco do Dori, aliás, é muito bom! Aqui uma entrevista onde ele falou um pouco sobre o disco, sobre a mudança pro Brasil e sobre o momento atual. (e mais uma aqui, não consegui decidir uma das duas matérias pra linkar rs)

Aproveitando o tema, lembrei de uma música da Mônica Salmaso, que está no disco Iaiá, de 2004.

 

E abaixo a versão original dessa música, do sambista Xangô da Mangueira.

 

 

Pra terminar, um vídeo onde o Dori Caymmi canta, ao lado dos parceiros Renato Braz e Zé Renato, a música Desenredo, que é uma homenagem à Minas Gerais, composição dos parceiros de longa data, Dori e Paulo César Pinheiro. (em breve um post dedicado ao trabalho dele, PC Pinheiro) 🙂

 

 

 

 

BARATA, JAQUES E LULA

No último post citei o baterista Rafael Barata (Que toca no disco da pianista japonesa Mika Mori). Ele também faz parte do CelloSam3aTrio, ao lado dos feras Jaques Morelenbaum (violoncelo) e Lula Galvão (violão).

O trio já se apresentou algumas vezes nos SESCs de São Paulo (uma delas foi no Sesc Pompéia, com participação especial do guitarrista Chico Pinheiro!)

Aqui uma apresentação de 2010 no Sesc Consolação. As músicas “Outra Vez” e “Samba de Uma Nota Só”

Recentemente o Jaques lançou, ao lado do trio e também da sua esposa Paula Morelenbaum, o disco “Live in Italy – Omaggio a Jobim“. O disco homenageando o maestro Tom Jobim foi gravado ao vivo na Itália, o lançamento no Brasil foi neste mês passado no Sesc Pinheiros. (Um belo show! Ninguém toca bossa nova como esse time!)

O disco é excelente e pode ser ouvido no Spotify (abaixo)

 

 

GRINGOS NA MÚSICA BRASILEIRA

A banda Snarky Puppy cai no forró tocando a música Tio Macaco, com a participação do brasileiro Julio Pimentel no pandeiro.

 

 

 

Disco que a pianista japonesa Mika Mori dedicou ao brasileiro Johnny Alf. Ouça no Spotify:

 

 

 

 

Aqui a Mika toca Céu e Mar, composta pelo próprio Johnny Alf em 1964. Tocando com ela, os excelentes músicos brasileiros Rafael Barata (bateria) e Eduardo Belo (baixo).

 

 

Pra terminar, a flautista também japonesa Kaori Fujii, acompanhada do violonista nova-iorquino Eric Cecil tocando Villa-Lobos! Que era o grande ídolo do Tom Jobim. A lista dos estrangeiros que amam música brasileira vai longe, mas pro post não ficar com cara de BuzzFeed (rs) fechamos com essa mesmo.

 

UAKTI & PHILIP GLASS

Philip Glass é um músico americano, seu estilo é chamado de minimalista, embora ele não goste dessa expressão. Ele já fez muitas trilhas pra filmes e até óperas, uma delas se chama Einstein on the Beach.

UAKTI é um grupo brasileiro, mineiro, instrumental, experimental. O disco que vou colocar aqui hoje é um registro da parceria entre os dois. Philip Glass e o grupo UAKTI. O disco se chama Águas da Amazônia, cada música tem o nome de um rio. Segue o disco no Spotify:

A segunda música do disco, Japurá River, foi usada como trilha deste comercial americano da Nokia:

Pra terminar, o grupo UAKTI tocando essa mesma música (e também sua colega de disco Tiquiê River) no Sesc Consolação, em 2012.

O Philip Glass gosta muito do Brasil, já esteve aqui várias vezes, fez um disco com o tema de Itaipu, fez trilhas pra alguns curtas do diretor baiano Lázaro Faria. Seguem os links pro wikipédia do Philip Glass e do UAKTI.

 

MARISA MONTE

Um dia passei pelo canal BIS e tava passando aquele programa onde um artista mais recente canta músicas do repertório de um artista mais consagrado. Nesse dia o recente era o Silva e o consagrado era a Marisa Monte.

Ficaram ótimas as versões do Silva pras músicas da Marisa. Daí descobri que este programa (que na verdade estava sendo reprisado) inspirou um disco. Fui ouvir. E na minha opinião ficou excelente. Inclusive a própria Marisa acabou participando do disco, fazendo uma música em parceria com o Silva. (Noturna, faixa 5)

Aí a Gi, que sempre vai além, foi pesquisar e viu que o Silva foi visitar a Marisa. Passou longas horas na casa dela, com o seu irmão que também é músico. E daí saiu a música nova, em parceria.

Maravilha 🙂 O disco está aí, só clicar no Play!

 

DIA DO MOACIR

Hoje é aniversário do Moacir Santos.

– Quem?

O gênio, o mito. rs O famoso criador das COISAS. Lançou em 1965 um disco só de músicas instrumentais, disco histórico que ele batizou de COISAS. Em vez de dar nomes normais pras músicas, ele nomeou como Coisa N° 1″, Coisa N°2, Coisa N°3 etc…

Hoje o Moacir faria 91 anos. Faleceu com 80, em 2006. Eu tive a sorte de ver um show em homenagem a ele em 2005. Com o próprio assistindo da primeira fila, emocionado. E algumas vezes subindo no palco. Encontrei alguns trechos e entrevistas desse show.

Primeiro, o João Bosco falando sobre o “Coisas” e depois cantando “Oduduá”

 

Segundo, o Djavan também falando um pouco do Moacir e cantando “Sou eu”

Terceiro, o próprio tio Moacir dando um depoimento emocionado antes do show começar:

Pra terminar, o link do Moacir Santos no Wikipédia e o disco Ouro Negro (que tem todas as coisas e outras obras do mestre) no Spotify:

Este disco Ouro Negro faz parte de um projeto que também virou show. Aconteceu em 2001, eu assisti também no Sesc Pinheiros, graças ao meu amigo Marcel, que me chamou na ocasião eheheh O DVD pode ser encontrado na íntegra no Youtube.

O projeto tem idealização e produção musical de Mário Adnet e Zé Nogueira.

Pra terminar, um registro da cantora Céu interpretando um dos clássicos de Moacir Santos, “Nanã”.

Viva Moacir Santos 🙂