HOJE É NÍVER DO DJAVAN

Hoje é aniversário de um grande cantor e compositor. O brasileiro e alagoano Djavan faz 69 anos.

Djavan é mais conhecido pelo grande público pelas músicas que entraram em trilhas de novelas. Como Oceano, Meu Bem Querer, Linha do Equador etc. Mas o “Dija”, como chamam os seus amigos músicos, é muito mais do que isso. É um grande sambista, um grande arranjador e um grande cara. rs

Fiz uma playlist tentando reunir algumas músicas “Lado B” do Djavan. E também algumas versões de músicas dele, gravadas por outros músicos.

Comentários de algumas músicas que estão na playlist:

Farinha – Ele fez esse baião homenageando a farinha de Alagoas, sua terra natal. “Você não sabe o que é farinha boa, farinha é a que a mãe me manda lá de Alagoas”

Brigas Nunca Mais – Com um arranjo bem particular, ele gravou o clássico de Tom Jobim e Vinícius de Morais, no disco Ária. (Que aliás é muito bom!)

A Capella – O grupo Sambaranda fez uma versão excelente da música “Capim”, usando apenas vozes como instrumentos!

Cesar Camargo Mariano – O pianista fez uma versão de “Samba Dobrado”, somente instrumental, em um disco em parceria com o violonista Romero Lubambo.

Versões – Outros artistas como Caetano Veloso, Rosa Passos, Joao Donato e Johnny Alf também tem suas versões na playlist. E também tem as versões do Djavan de músicas de outros compositores. Como Palco, do Gilberto Gil, Oração ao Tempo, do Caetano Veloso etc…

Reggae – O cantor Chico Cesar lançou HOJE uma gravação de Nem um Dia, homenageando Djavan e também o reggae da Jamaica. Faz parte de um projeto chamado “Jah-Van – Djavan Goes Jamaica“, link para escutar o disco inteiro no final deste post. Esta faixa do Chico Cesar foi o primeiro single lançado. Confira no vídeo abaixo (do canal oficial do projeto):

Pra terminar, Djavan e Cesar Camargo Mariano tocam juntos a música Capim, em um programa de TV que o Cesar apresentava nos anos 80.

E, como prometido (rs) o link para ouvir o projeto Jah-Van no Spotify:

A MADEIRA DO NOGUEIRA

Nó na madeira! Esse é o nome de uma das músicas do grande sambista João Nogueira. Tem duas versões bem interessantes dessa música. Uma com o Djavan e outra com o filho Diogo Nogueira, cantando ao lado dos músicos Yamandu Costa e Hamilton de Holanda. Olha aí:

Gostaram? Pra quem não conhece a obra do João (ou DESTE João, porque são tantos Joões) fica a sugestão de escutar o disco Espelho. Um clássico.

A versão original de Nó na Madeira não tá nesse disco, mas dá pra achar fácil no Spotify ou Youtube.

Falei mais do João Nogueira no post sobre o letrista Paulo César Pinheiro. (os dois são parceiros de longa data)

Um feliz 2018 a todos! Com mais foco, mais paz, mais amor e mais música boa. Mas não aquela que toca no programa do Multishow! rs

CLIPE NOVO

Hoje nas timelines da vida, todo mundo falando sobre o clipe novo da Anitta. Mas, mudando de assunto, (rs) quem também acaba de lançar um clipe novo é o João Bosco. 🙂

A música se chama “Ultra Leve”, a composição é uma parceria com o Arnaldo Antunes e a gravação é uma parceria com a sua filha, Julia Bosco.

 

Agora o clipe da Anitta rs

 

 

Voltando pro João Bosco e finalizando o post, a música está no disco novo que se chama “Mano que Zuera”. Segue aí o link pra escutar no Spotify.

ROSA PASSOS

O post hoje era só pra mostrar um vídeo. (Mas claro que depois acabou crescendo, pois aí vou lembrando de outro vídeo, de outras músicas etc) O tal vídeo é do violonista carioca Hélio Delmiro dando uma canja num show da cantora baiana Rosa Passos. O que acho interessante no vídeo é um detalhe que acontece nos exatos 02:56. A Rosa dá uma nota meio “jazzística” pra dar uma provocada no Hélio. E o Hélio prontamente responde, fazendo um acorde com essa nota. Tudo improvisado. Coisas que eu gosto de ver e ficar repetindo. rs

E já que estamos falando da Rosa Passos, vamos um pouco além. No vídeo abaixo, a conterrânea Ivete Sangalo canta com ela a música Dunas, de autoria da própria Rosa.

O destaque deste vídeo fica no 3:06, com a palavra “Alecrim” cantada com sutileza e suavidade por Rosa Passos 🙂 Seguida pelo olhar de fã da Ivete Sangalo. rs

Além das composições próprias, Rosa Passos é marcada pelas belas interpretações de compositores consagrados. Um disco legal pra destacar é este, que reúne interpretações de músicas dos dinossauros Ary Barroso, Tom Jobim e Dorival Caymmi. (E tem um outro disco só com músicas do Djavan)

JOÃO GILBERTO

Notícia triste hoje falando que o João Gilberto, com a saúde fragilizada, foi interditado pela filha Bebel, que veio de Nova York pra cuidar do pai.

O motivo da interdição judicial divulgado na notícia foi o seguinte: “para pôr fim aos negócios temerários que João vinha sendo orientado a firmar, que resultaram na atual condição de quase miserabilidade do artista”.

Existe uma briga da atual mulher dele com os filhos. Que é explicada em detalhes nesta matéria do UOL. (E também nesta outra)

O jornalista Kiko Nogueira escreveu hoje sobre o caso na sua coluna no DCM.

Maior do que as polêmicas, a ganância e as divergências familiares é a bela obra do gênio João Gilberto. Nosso apoio, nossas orações e nosso PLAY 🙂

ELIS & CARMINHO, BRASIL & PORTUGAL

Um dos discos mais clássicos da música brasileira é o Elis & Tom, lançado em 1974. Um disco idealizado pela Elis Regina, só com músicas compostas pelo Tom Jobim, e gravado pelos dois juntos. (Arranjado e produzido pelo então marido da Elis, Cesar Camargo Mariano) Só de colocar o disco aqui embaixo eu já não precisava falar mais nada.

Mas claro que vou falar alguma coisa rs Em dezembro de 2016 (42 anos depois) a cantora portuguesa Carminho também lançou um disco só com músicas do Tom, chamado Carminho Canta Tom Jobim. (Com participações de Marisa Monte, Maria Bethânia e Chico Buarque)

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Neste disco, algumas músicas do Elis & Tom são revisitadas. E achei interessante alinhar as interpretações da Elis e da Carminho, tipo um eixo Brasil-Portugal (Ou um eixo 1974-2016, Carminho nasceu só em 1984, 10 anos depois da gravação de Elis & Tom!) Fiz uma playlist colocando em sequência as músicas que as duas gravaram:

Pra fechar o post, o clipe da música Estrada do Sol, que Carminho gravou com sua amiga brasileira Marisa Monte.

GAROTO

O Sesc de São Paulo, em parceria com a Natura Musical, apresentou em 2016 o show 100 Anos de Garoto, o Gênio das Cordas, em homenagem ao grande músico brasileiro, Aníbal Augusto Sardinha, mais conhecido como Garoto. (mesmo que não tããão conhecido por todos)

Neste show participaram grandes músicos brasileiros, todos muito bem conceituados e todos muito fãs de Garoto. Entre eles, Yamandu Costa, Guinga, Paulo Belinatti, Caixa Cubo Trio, Benjamim Taubkin, entre outros.

Para nossa sorte, o show foi registrado e postado no Youtube, como parte do projeto, que também ganhou uma página no Facebook. Vale a pena assistir, curtir, prestigiar etc

Aqui o Yamandu Costa interpreta a música Nosso Choro, composta por Garoto em 1937.

E aqui mais uma com o Yamandu, tocando Lamentos do Morro, ao lado dos músicos Ari Colares, Noa Stroeter e João Fideles.

O show na íntegra pode ser visto nesta playlist do Youtube:

E neste outro vídeo o violonista Raphael Rabelo (Um dos grandes ídolos do Yamandu) fala sobre Garoto e sobre Tom Jobim, depois toca o choro composto por Tom em homenagem ao ídolo de todos os ídolos da música brasileira, Garoto. 🙂

 

 

NA ROÇA, NA CHUVA, NA FAZENDA…

Esse post é pra citar uma música do Dori Caymmi, filho do Dorival Caymmi, chamada Viver na Fazenda. A música tem letra do Paulo César Pinheiro e tem também um significado especial, pois foi feita quando o Dori decidiu se mudar de Los Angeles para a região serrana do estado do Rio de Janeiro.

O motivo foi uma “saudade do mato”, da vida na fazenda, como a música fala.

 

 

 

Esse disco do Dori, aliás, é muito bom! Aqui uma entrevista onde ele falou um pouco sobre o disco, sobre a mudança pro Brasil e sobre o momento atual. (e mais uma aqui, não consegui decidir uma das duas matérias pra linkar rs)

Aproveitando o tema, lembrei de uma música da Mônica Salmaso, que está no disco Iaiá, de 2004.

 

E abaixo a versão original dessa música, do sambista Xangô da Mangueira.

 

 

Pra terminar, um vídeo onde o Dori Caymmi canta, ao lado dos parceiros Renato Braz e Zé Renato, a música Desenredo, que é uma homenagem à Minas Gerais, composição dos parceiros de longa data, Dori e Paulo César Pinheiro. (em breve um post dedicado ao trabalho dele, PC Pinheiro) 🙂

 

 

 

 

LAMENTO

No último post coloquei um vídeo do Jacob Collier tocando a música Lamento Sertanejo, parceria do Dominguinhos com o Gilberto Gil.

Então lembrei de algumas versões que vi desta música.

A cantora cabo-verdiana Mayra Andrade, com Yamandu Costa e Hamilton de Holanda (com o próprio Dominguinhos assistindo)

Os dois autores juntos na gravação de um DVD do Gil em 2010.

Aqui uma garota americana toca e canta (com uma bela pronúncia do português) Lamento Sertanejo no projeto Sofar Sounds.

Uma versão instrumental, com Nelson Faria e Marcelo Caldi, no programa UM CAFÉ LÁ EM CASA, que Nelson apresenta no Youtube. (para assinar o canal clique no link)

E uma boa versão também instrumental é a do próprio Jacob Collier com o brasileiro Michel Pipoquinha. Essa dá pra ver no último post, logo abaixo deste. 🙂

Pra terminar, uma versão do grupo Djumbai, que é composto por um brasileiro, um argentino e um africano (Guinea-Bissau):

UAKTI & PHILIP GLASS

Philip Glass é um músico americano, seu estilo é chamado de minimalista, embora ele não goste dessa expressão. Ele já fez muitas trilhas pra filmes e até óperas, uma delas se chama Einstein on the Beach.

UAKTI é um grupo brasileiro, mineiro, instrumental, experimental. O disco que vou colocar aqui hoje é um registro da parceria entre os dois. Philip Glass e o grupo UAKTI. O disco se chama Águas da Amazônia, cada música tem o nome de um rio. Segue o disco no Spotify:

A segunda música do disco, Japurá River, foi usada como trilha deste comercial americano da Nokia:

Pra terminar, o grupo UAKTI tocando essa mesma música (e também sua colega de disco Tiquiê River) no Sesc Consolação, em 2012.

O Philip Glass gosta muito do Brasil, já esteve aqui várias vezes, fez um disco com o tema de Itaipu, fez trilhas pra alguns curtas do diretor baiano Lázaro Faria. Seguem os links pro wikipédia do Philip Glass e do UAKTI.